terça-feira, 20 de maio de 2014

(Rela)cionamento

(Rela)cionamento, "Relar", "Ralar", Atritar. Foi a partir do atrito que o homem descobriu o advento FOGO.
Fogo que molda, desmancha, monta, traz à existência novas formas.
Assim também é o relacionar-se. O outro em muitos momentos é o nosso fogo, nosso moldador. É através de nossas relações que nos conectamos com nossa "matéria bruta" esta que será revelada, reformada, fundida.
É com o atritar das relações que percebemos o fogo transformador, revelador. E quando o calor é demasiado ou não nos dá um distância segura é natural nos afastarmos. Mas se "queimar" faz parte do crescimento. O atrito e suas conseqüências são necessárias para que tenhamos uma estrutura mais maleável e menos cristalizada.

"Esse FOGO é Amor que arde sem ser ver,
É FERIDA, é ATRITO que dói e MUITO se sente,
Mas é um contentamento contente" .

Crescer dói, às vezes queima, mas é necessário.
E que todo atrito=fogo seja revelador.


Dhiulliana Moura
01/15501

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Quanto mais tecnológico... menos empáticos?

  Li uma reportagem em uma revista feminina que falava sobre homens que se relacionam “com” programas de computador.

Vou tentar resumir...
A reportagem afirma que no Japão milhares de homens estão apaixonados por garotas que só existem na tela de um jogo eletrônico.
Esses jogos possibilitam a simulação de uma conversa real e por isso atingiram um alto nível de vendas. No ápice desses jogos está o Love Plus lançado em 2009. Os usuários falam no microfone e as namoradas respondem – o software tem milhares de respostas gravadas. É diferente dos jogos antigos, que duravam por um limitado tempo, Love Plus atua continuamente em tempo real.
Essa febre no Japão logo terá uma versão em inglês.
Os usuários levam as namoradas pra jantar, pra viajar, eles brigam, a garota exige reciprocidade em seus contatos, envios de emails etc.
Imaginemos a cena: Um feliz casal conversa e então sai para dar uma volta no parque, para ele um encontro perfeito. Outros, no entanto, veem algo além dessa cena, mais um homem de vinte e poucos anos, sozinho no final de semana, perdido em seu próprio mundo, com mãos e olhos colados num Nitendo DS.
Um dos jovens da reportagem afirma, “ela é muito bonita e especial, não gosto de atrasar para os encontros e se isso acontece ela fica triste e não quero isso, quero agradá-la. Outros homens talvez não gostassem do jeito grudento dela, mas eu adoro, é como se ela não vivesse sem mim”.
Esse tema pode está intrinsecamente ligado às relações atuais.
O maior consumidor são os homens, o que pode denunciar uma tendência cada vez maior da dificuldade de vinculação e interação masculina.
Comparadas às relações reais as virtuais talvez sejam mais “fáceis de dar certo”, porque demandam menos implicação e “condutas sentimentais” passivas a erros e desilusões. É também cada vez mais desafiador para alguns homens se relacionarem “na real” devido à demanda de afetividade e empatia feminina.
Para que aconteça uma relação real é preciso tempo, dedicação e conexão de sentimentos.
Será que nossos jovens e adultos atuais estão cada vez menos preparados para arriscarem-se em vínculos?
Não podemos generalizar...
Essa corrente está forte entre os homens japoneses, mas será se aqui dentre nós “seres brasileiros” a quantidade de relações virtuais não tem crescido?
Quantas horas os jovens se dedicam às salas de bate-papo, às relações virtuais? Qual o fluxo de trocas pessoais há em detrimento às virtuais? Se conversa mais em almoços, jantares, cafezinhos ou no face, msn?
A ideia não é condenar essas práticas, mas o que está ocorrendo no Japão nos traz uma nuance no mínimo, peculiar e que precisa ser observada.
Será isso é o espelho da inabilidade em lidar com frustrações, desencantos, dissabores e acima de tudo, se reconhecer falhos (algo não aplicado a esses programas)?
Quanto mais tecnológico ficamos menos empáticos nos tornamos?
Você leitor deve está se perguntando, como saber de tudo isso? Enfim, não temos as respostas, mas observar e refletir sobre o que ocorre em volta já é um ótimo começo.
Dhiulliana dos Santos Moura
Psicóloga Clínica - CRP 01/15501
Abraços e obrigada pela apreciação!

                                                                                                         


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Psicologia, responsabilidade social.

    Aprendi com alguns mestres que a psicologia vai além da clínica, que ela é importante, porém, é muito mais abrangente.
    Geison Isidro questionava, o que há por trás de cada comercial? o que querem vender? Cintia Ciarallo, afirmava que o olhar de um psicólogo para a mídia deve ser crítico.
    Enfim, vi o novo comercial da Sundown no qual fomenta que nossas crianças e jovens estão ficando muito tempo na frente do vídeo game e computador e reitera que participem de atividades "além quarto" ou net, not, "Ip"....
    Sabemos que a venda do produto é catalisada por atividades ao ar livre, no entanto, é preciso que nós profissionais e afins observemos esse "certo isolamento". No que isso pode resultar?


Dhiulliana dos Santos Moura

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Estamos a gostar do silêncio e isolamento de nossas crianças...

                                                  ALERTA
 

                   Estamos a gostar do silêncio e isolamento de nossas crianças...

Quero compartilhar uma inquietação surgida há algum tempo numa reunião familiar.
Outro dia minha prima e eu no meio de um jantar para poucos, paramos e ambas observamos a mesma coisa, todos os adolescentes e crianças que ali estavam brincavam ou se conectavam a uma tecnologia diferente.
Percebendo alguns casos em que a garotada tão "quieta", "silenciosa" que tanto gosta de ficar no computador e às vezes nem parece que ali está, mas que pega uma arma vai para o colégio e atira na professora e nos colegas. E observando também o NOSSO recorte mostrado no novo comercial de uma empresa de telefonia, na qual o garoto vai passar um fim de semana com o amigo e ao final reclama que sua estadia não foi tão boa porque a internet lá não é tão rápida ( antes a meninada jogava bola, pulava, fazia guerra de travesseiro e esperava os pais dormirem pra conversarem até mais tarde). E agora?
Enfim, estamos a gostar do silêncio e isolamento de nossas crianças, o seu entretenimento nos permite fazer algo mais que não "dar atenção". E o que dizer das relações cada vez mais frágeis, solúveis e de "acabamento" precoce?
Nas reuniões familiares é cada vez mais raro enxergar o corre corre da criançada. Afinal, é cada um no seu" quadrado", OPZ! no seu Tablet, seu iPad, iPod, jogos no celular....
E aí, o que fazer para não doer tanto quando eles se manifestarem, quando sairem e imitarem sua "vida virtual"?
Dhiulliana Moura

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Toc Toc... Quem bate? É o ano novo e todos os seus desejos!

O que dizer do ano que acaba? De suas promessas? Ou melhor, de nossas promessas/desejos? Enfim, estamos na última semana do ano...
O que a psicanálise tem a dizer do que desejamos e não realizamos?  Do que realizamos e nem desejamos? Queremos realmente o que desejamos?  Com os estudos psicanalíticos desse ano percebi que muitas das promessas ficam só nas promessas... e por que?  Em suma porque  é bastante comum não se querer o que se deseja. A nós analistas isso nos serve como ferramenta para diagnosticar...
Exemplificando: os obsessivos os quais seriam aqueles que só querem o que não desejam, pois assim não arriscam perder o que lhes é mais precioso, ou mais seguro... e os que perpassam na histeria se colocam como eternos insatisfeitos com o que obtêm, e portanto, desejam sempre outra coisa.
Querer o que se deseja implica o risco da aposta – toda decisão é arriscada – e a coragem de expor sua preferência, mesmo que esta venha dizer de algo ridículo, vale o risco.
Então, colegas, amigos e companheiros analistas, no Ano novo,  a pretensão de uma promessa analítica, seria  suportar querer o que se deseja e não temer a surpresa do próprio Ano novo...do novo... do imprevisível... do incontrolável.
                  A porta está aberta e que venham os desejos!!!!        


Dhiulliana dos Santos Moura

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Há vida após a PERDA?

Você já teve sua fragilidade denunciada? Já viveu uma dor maior que você em tamanho e proporção?
Caro leitor(a), sempre que se perde um ente querido seja pela via concreta (morte) ou subjetiva, (término, desaprovação, desvalorização, depreciação, mentiras cotidianas), instaura-se um vazio, um nada, a morte.
Num cenário de certezas e ilusões... depois... Dar-se o pânico de perder outras coisas... trabalho, casa, filhos e muitas vezes o pânico de ter sua própria vida subtraída concretamente e aqui seria MEDO ou DESEJO? ou MEDO de perceber o DESEJO pela própria morte?
Sigmund Freud, em seu trabalho Luto e Melancolia de 1917, considera quão importante é perceber que no luto a pessoa perde seu desejo pelo mundo exterior, perde a capacidade de adotar um novo objeto de amor, ou seja, substituir o perdido, o sentimento de rejeição esmaga o desejo de ir em frente.
Ao desaparecer, a outra pessoa aflora o sentimento de incapacidade de continuar amando e o fluxo do amor ameaça tornar-se ódio e ressentimento. Isso porque no plano infantil, a ausência do outro se transforma em rejeição diante da qual se reage...odiando.
É necessário viver essa perda, até que ela seja superada, deixar passar o passado e poder voltar a sonhar, estes são critérios Freudianos de saúde mental.
Literalmente ou Metaforicamente... é necessário fazer o “funeral”, é preciso ver o “morto”, passar adiante, virar a página, evoluir de fase.
Mas, como fazer isso?
A análise ajuda, falar ajuda, se ouvir ajuda...
Segundo Freud, a análise a partir da transferência oferece ao “enlutado”a possibilidade de viver, de sentir a dor da perda. É no setting terapêutico, que a pessoa irá desvelar questões, inquietar-se com pontuações, aprofundar-se no sentir e perceber que pode ressignificar, sonhar novamente e amar novos objetos.
Elaborar a dor da perda, em certo sentido, é superá-la após um tempo (e cada pessoa tem o seu), é interessar-se de novo por pessoas e lugares, novos rostos; é PERMITIR um renascimento de objeto, da libido que se dirige ao mundo.
Leitor(a), caso tenha interesse, posso sugerir alguns filmes que tratam dessa questão.
Um abraço.
Dhiulliana Moura
CRP 01/15501

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A mulher pós-moderna e suas relações

Durante os muitos anos do mundo anterior, a expressão feminina se dava pela aceitação ou contestação da palavra masculina, geralmente a do marido. Hoje é diferente, não se trata nem de uma coisa, nem de outra, e, sim de escolher o que quer para si.  A revolução feminina é simultânea à passagem do mundo moderno ao pós; do mundo industrial ao globalizado. O mundo moderno era vertical, padronizado; o mundo pós-moderno é horizontal, em rede. A mulher parece ligada a tudo, está a mil por hora, conectada aos quatro cantos do mundo.
Antes se lutava por oportunidade, contudo,  hoje a mulher possui inúmeras. Há mais mulher no poder... isto é notícia diária, nas finanças sua contribuição é maior, nas funções se igualam aos homens, têm filhos aos 40, aos 50 anos. A mulher tomou, de fato, a responsabilidade pra si e em alguns casos tem eliminado a participação de qualquer outro. A mulher tende cada vez mais a absorver atividades e rotinas árduas sem dividir.
Mesmo que, de forma lenta e sutil o homem parece ter entendido essa mudança de paradigma:  A mulher conquistou seu espaço no mundo e isso não se configura em problema, porém, a mulher está adoecendo com TAMANHA aceitação masculina. Quantas delas chegam à clínica com essa demanda: - Não agüento mais, ele não decide nada, não troca uma fralda, não sabe fazer mamadeira, se nosso filho não está bem na escola ele não se preocupa, eu é que monto o cronograma da viagem, ele tinha que ganhar melhor que eu, sou eu quem organizo e pago as contas, eu faço as compras, meu marido é um banana, quero que ele decida mais, que ele diga alguma coisa...
Caros leitores e leitoras, a mulher conquistou opções de escolha, mas, na clínica o que se percebe é que essa mulher globalizada sofre, clama e reclama por estar levando o mundo nas costas.
Porém, fica a inquietação, a participação do marido, namorado, ou seja, o homem realmente pôde tomar qualquer uma dessas posições reclamadas hoje? Ou teve que aquietar-se na certeza de que sua mulher as conduzia melhor? A mulher em sua onipotência (conquistada ao longo de décadas) se deixou ser ajudada, cuidada? Nas relações existem trocas, compartilhamento, abertura?
Enfim, será que a mulher sofre de um mal fruto de sua história de luta e batalha por reconhecimento? É possível que a mulher esteja confundindo a aceitação de seu companheiro com passividade? Será que essa postura forte e onipotente, que tantas possuem, está dificultando as relações amorosas? Diante de todas as conquistas será que se deixou a sensibilidade de compartilhar, de pedir ajuda ou até mesmo de reconhecer a importância que o outro possui sem que isso se conote em menos valia?
Sabe-se que cada caso é um caso, mas, é preciso refletir. Como mediar à conquista de toda uma vida com esses desencontros nos relacionamentos? É possível que a mulher se posicione, mas,  também seja amante, cúmplice e carinhosa?
Abraços.
Dhiulliana Moura
CRP 01/15501

sábado, 16 de julho de 2011

Céus e Terra


Olá  querido leitor,

Ficamos um tempo sem postar, mas estamos de volta  e desejamos saber o que você pensa sobre o pensamento de Martin Bubber a seguir :

O encontro com Deus não acontece ao homem para que ele se ocupe de Deus, mas para que ele coloque à prova o sentido na ação no mundo. Toda revelação é vocação e missão. Mas o homem cada vez mais em vez de atingir a atualização, realiza uma volta ao revelador, ele quer se ocupar de Deus e não do mundo.

 Buber (2003, p. 137)


Deixe sua opinião!


Com Amor!

Rana (Ranúzia)

terça-feira, 22 de março de 2011

Amor Incondicional, Amor Condicional, Amor Líquido (2)

Queridos Leitores

 Num texto anterior, onde iniciamos esse assunto, deixei algumas perguntas para sua reflexão. Nesse ínterim, alguém me perguntou se Amor Condicional e Amor Líquido deveriam ser considerados como verdadeiro AMOR. Agora, confira sua opinião com nossas considerações e veja uma das consequências do amor líquido!

Se fizermos analogia da Escala do Amor – Amor Condicional , Amor Líquido, Amor Incondicional -  com a Escala do Self criada por Rogers, em que no extremo esquerdo está a fixidez (solidez) e no outro extremo está a flexibilidade (liquidez*) do self , diria que a pessoa que tivesse um  tipo de amor líquido seria mais flexível na sua própria forma de pensar, perceber e aceitar a si mesmo e os outros.
Por outro lado, se considerarmos que a liquidez do amor, atualmente, segundo Bauman, se apresenta exatamente no descarte de relacionamentos, ausência de compromisso, desrespeito consigo mesmo – uso indevido de drogas, por exemplo - e com os outros nas mais diversas situações, podemos arriscar dizer que uma das conseqüências ou causas para esse fenômeno é a psicopatia social. A solidificação da crueldade  com aumento da impiedade, intolerância, mentira, corrupção e manipulação têm impedido um fluir incontaminado de doenças emocionais e afetivas no mundo  inter e intra  da psiquê  -  pessoas e seus relacionamentos.
A tomada de consciência  desses processos é um bom início para que se perceba  qual  é sua situação no mundo  - se você está vivendo de forma coerente e amorosa consigo mesmo. Porém, se você tem se desencontrado com o seu próprio ser é hora de buscar ajuda para que o sofrimento psicológico não se instale de forma irremediável.
No ambiente da psicoterapia, a pessoa terá a oportunidade de  perceber em que ponto se encontra na escala do seu ser .  Será também ajudada a decidir se deseja transitar e fluir  para seu crescimento pessoal e relacional de forma equilibrada e saudável, amando e deixando ser amada, cada vez mais em direção ao Amor Incondicional.
*termo não é atribuído a Rogers.

Com amor e carinho


Ranúzia

terça-feira, 15 de março de 2011

Relacionamento, THE END!

Assisti a um filme e após todas as reflexões me deu vontade de partilhar com você leitor.
O amor não tira férias. Quem viu, ótimo, quem não viu farei uma análise básica, o que não comprometerá caso queira vê-lo.
Vamos aos insights. O amor acaba? A pessoa que tanto admiro erra ou trai? Um sim dela ou um não têm a ver com algo além? Se era tão maravilhoso, por que acabou? Saiu ou choro até as lágrimas secarem?
Meus amigos, quem dera eu ter todas essas respostas.
Como no filme, na vida real também, a constituição de cada pessoa ditará as facetas dos relacionamentos e mais, será determinante na forma de reagir e de ressignificar dos envolvidos.
Quantos casos clínicos dizem de relacionamentos acabados, traídos, não entendidos? Quantas pessoas vão pra rua, pra balada em busca do Outro, ou seria de si?(a exposição dita agora o comportamento).
Em contra partida, você também deve conhecer àquelas que se recusam a sair, a aparecer, a se deixar ver, afinal, o “mundo” acabou que importância tem o resto?...
Mas, então, se não é isso nem aquilo, o que é? É o que tem que ser, escapando ao bom ou ruim, é você decidindo e sentindo, vendo sem o véu, indo pra rua ou ficando em casa, isso independe.
Sabe o que importa de verdade? A consciência, sim, ela é que deve ser a força motriz das experiências. Fazer e ser conscientemente, olhar de frente a Falta, mais que nunca necessária, e agir.
O não sei, estou perdido(a), nem sei se sinto raiva, ou se acredito que a pessoa estava mesmo confusa e, portanto, não será melhor sentir-me culpado(a)? É aí, caro leitor, que se dar o engodo e a repeti(A)ção.
Enfim,  para a psicanálise, o sujeito como SUJEITO deve comparecer e, para tal, é necessário alguns auto-questionamentos.
1- Qual a fonte de tudo? A pessoa perdida foi de fato perdida ou nunca foi pertencente à relação? E você o que fez ou o que não fez?
2- Identifique seus sentimentos;
3- Permita sentí-los;
4- O seu tempo é seu tempo. Cada um tem um;
5- E depois, com o eixo em si, atue (diga sim ou não, vá ou fique) CONSCIENTEMENTE.
The End!
Abraços
Dhiulliana Moura
CRP 01/15501

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"Cyberbulling", sua vida invadida via online


Amigos leitores,
Outro dia conversava com uma amiga sobre depoimentos e comentários via online e ela relatou que é difícil em alguns momentos deixar depoimentos, principalmente se o conteúdo disser algo do particular.
E me surgiu uma inquietação: Mas, a ideia não é essa? Ou seja, mostrar o que se pensa, o que é, quais as vivências diárias, que tipo de relação está buscando, o que tem, o que almeja, o que está fazendo e sentindo naquele exato momento? Ou esses conceitos perderam seus teores de singularidade?
Fato é, hoje são inúmeros os Facebooks os Twitters, Orkuts, enfim, inúmeras portas para a exposição, para a disseminação de imagem e condutas que alcançam os quatro cantos do mundo à velocidade da luz.
Leitores, antes que me tenham mal, afinal, “Quem não é VISTO não é lembrado”! Por favor, não é que renego essa sensação e pulverização que a internet oferece às relações e à comunicação, é algo, além disso.
Já ouviram falar de “Cyberbulling”? Então, com esses avanços da tecnologia o Cyberbullinng se tornou um desdobramento do Bulling, constrangimento recorrente entre crianças ou adolecente e comum em escolas. Mas, essa prática partiu para internet, e como tudo via online, ganhou força e rápida disseminação.
E como acontece?
Da seguinte maneira, há uma infiltração em correios eletrônicos, blogs, Orkut, Msn, etc. O agressor nesse caso, muitas vezes escondido atrás de um apelido, derrama sua raiva e infelicidade enviando mensagens ofensivas a outras pessoas. Em muitos casos, ele exibe fotos comprometedoras, altera o perfil das vítimas, cava e floreia informações básicas criando situações que reforcem o ataque. O único propósito é a humilhação da vítima e isolamento daquele que é considerado mais fraco ou diferente, ou simplesmente o "alvo" da vez. E os efeitos podem ser desastrosos, indo de traumas ao suicídio.
O que fazer?!
Pois bem, ousarei algumas sugestões...
Aumente o cuidado, aprimore seu crivo sobre onde e que tipo de conteúdo tem extrapolado à necessidade de multiplicar e trocar informações, e assim, estará se fazendo VER com segurança e responsabilidade.
Até mais.

Dhiulliana Moura
CRP 01/15501

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Amor Incondicional, Amor Condicional, Amor Líquido

Queridos Leitores,

Como havia prometido, preparei para vocês dois textos sobre o tema Amor. O segundo texto que é continuação desse de hoje será  publicado em outro momento. Fique de olho para não perder o fio da meada. Acho que você vai gostar! Ah, não esqueça de deixar sua opinião, e se quiser, fique à vontade para registrar suas respostas às perguntas que estarão ao final!
Já iniciei o agendamento de psicoterapia! Entre em contato conosco através dos telefones que estão do lado direito do blog.

Com Amor!
Ranúzia

Confesso que dessa vez foi difícil construir a idéia sobre esse tema do amor. Primeiro, porque falar sobre esse assunto deveria fazer  sentido antes de tudo para mim e não ser apenas um modismo. Segundo, que amor pode ser um assunto maçante para muitos.
 Busquei entre os meus muitos sentimentos e percepções algo que ilustrasse o que seria por exemplo o Amor Líquido. E me ocorreu uma frase até hilária atribuída a  Jânio Quadros quanto ao seu gosto pela bebida: "Eu bebo porque é líquido... Se fosse sólido, comê-lo-ia!". 
Avaliei se a expressão “Amor Líquido” por si só remontaria a atitudes boas ou atitudes más, ou seria mais um aspecto da nossa humanidade. O Amor Líquido, segundo Bauman é o fenômeno atual  da fragilidade das relações humanas e o relacionamento em rede que pode ser tecido e desfeito de forma rápida e virtual.
 Já, o Amor Condicional é aquele que ama por causa de alguma qualidade no ser amado e se mantêm desde que essas qualidades sejam mantidas. As garotas dizem que amam o namorado porque ele é bonito, responsável; simpático, e outros tantos atributos.
O  amor que simplesmente  não coloca condições para sua existência é o Amor Incondicional.  Pensei, então, que o Amor Líquido poderia ficar situado em vários pontos de uma escala fictícia entre o Amor Condicional e o Amor Incondicional, os dois extremos dessa Escala de Amor. 
Proponho, então,   perguntas para reflexão:  1)O que é o Amor Líquido pra você?; 2) Em sua opinião, o amor pode adoecer alguém?; 3) Onde você se situaria na Escala do Amor a seguir: nos extremos, em transição entre pontos da escala, mais à direita ou mais à esquerda? ;4) O que você acha da letra de Monte Castelo, de Renato Russo?
http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/22490/

Escala do Amor:
/____________________________________________________/
AC    AL   AL     AL   AL   AL   AL   AL   AL   AL    AL        AI


AC – Amor Condicional
AL – Amor Líquido
AI – Amor Incondicional


Até o próximo texto! 
Ranúzia

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

No Divã, a Mágoa e o Arrependimento

Amigos,
Hoje quero compartilhar um relato que retornou às minhas lembranças como um raio.

Um dia, disse alguém, fui tão magoada e ferida que ao relembrar me dá náuseas.
“Era tanto furor, e não pude fazer nada. Era tanta força e não conseguia sair do lugar.”
“Havia tanto horror naquela situação, mas, parecia que pertencia ao recorte de minha existência.”
Confesso que no início da conversa não sabia do que estávamos falando, só depois, uma palavra me arrastou da ignorância - MÁGOA - foi como um clik.
No entanto, precisava ouvir e entender mais daquele discurso.
“Como pude sentir tudo aquilo e não fazer nada?”
“Ficar quieta?”
“Olhar quando o que eu mais queria era não ter que ver”?
“Por que não deixei tudo e fui embora?”
“Hoje vivo com essa mágoa (ou seria melhor, vivo Por essa mágoa? – interpretação). Mágoa de mim por não ter agido, atuado, interdito.”
Indaguei sobre o que sentia a respeito de quem provocou o sofrimento.
E a reposta foi singela.
“Ah! Quanto a isso não penso, só sei que se pudesse voltar no tempo, faria diferente.”

Somos capazes de viver e experienciar diversas relações. Construímos através de trocas, estamos em constante reinvenção
Porém, alguns sentimentos são capazes de arrastar o ser humano para involução, para o descompasso repetitivo e até para morte.
Morremos (lê-se, secamos) ao nos aprisionarmos à mágoa, ao ressentimento.
Quantas doenças psicossomáticas* se irrompem quando negamos nos desvencilhar de certos momentos?
Arrepender-se, retomar e recomeçar é saudável, é criativo, é vida é libertação.
Mas arrepende-se e se investir de culpa, como se isso fosse diminuir responsabilidades, pode configurar somente uma forma de justificar a inércia e manter-se em uma “zona de conforto (desconfortável).”
Sei que tudo isso pode trazer alguns questionamentos, e me desculpem os menos tolerantes, mas a idéia é essa mesma.
O que fazer com a mágoa?
Ou com o arrependimento que nos força a voltar e voltar e voltar, num sentido tal, que só faz sofrer?
Retomando o relato e o tendo como exemplo, não há A resposta que atenda a todas as queixas ou casos clínicos, cada um é singular.
Mas se me permitem, quero evocar Mário Quintana,Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos. Atos são pássaros engaiolados. Sentimentos são pássaros em vôo".
Ou seja, sentimentos são trocas, são vivências, podemos alimentá-los positivamente, e “PLIM”, se dará a revitalização do Ser.
Por outro lado, se os alimentarmos negativamente...
(deixo para você leitor o fim desse pensamento).
Por fim, em análise propomos ao sujeito, segundo Freud, relembrar, reviver e ressignificar conteúdos.

Até mais!
Dhiulliana Moura
CRP01/15501

 



















_____________
*Doenças psicossomáticas, mal que acomete o corpo, mas que a causa está ligada ao emocional, psicológico.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Por que temos tantos desejos?

Amigos leitores,
O último texto de Ranúzia me deixou uma inquietação.
Paremos e pensemos juntos. Há algo ou alguém no mundo que nos responda integralmente?
Ou mesmo, este algo(s) ou alguém(s) de fato deve responder?
Possuímos vários pares de sapato, acessórios diversos, o melhor som de carro, iPod, iPad, enfim, temos um tanto de tudo. Mas então, por que ao passarmos em frente a uma loja paralisamos, desejamos e na maioria das vezes compramos um item praticamente igual àquele já possuído e (DES)necessário?
E não sei você leitor(a), mas,  de acordo com relatos, na maioria das vezes, ao adquirir esses bens, reina a felicidade, a alegria, a sensação de bem-star, porém, passageiros, rápidos como pólvora.
Pronto, uma vez instalada a formiguinha da inquietação, não sosseguei até encontrar algo que possibilitasse uma reflexão.
Segundo a psicanálise, o ser humano é insatisfeito por natureza e por quê?
Por que não há nada no mundo que consiga responder integralmente ao que se deseja.
Há sempre uma diferença entre querer e desejar, querer responde a uma necessidade, é algo que todo mundo compreende. Quero água, quero dormir, quero comer, ou seja, preciso para meu equilíbrio físico-global. E quanto ao desejo, este é algo particular, singular, cada um tem o seu(s).
Por fim, uma “luz” me surgiu, desejar pode ser a base da criação ou a base do sofrimento. Da criação ao pensarmos em movimento, em produção.
Mas e o sofrimento? Este pode vir da frustração, do apego, do querer reinventar compulsivamente a sensação do breve (ops! pólvora) momento de felicidade e bem-estar.
Será que a depressão, pandemia de nossa atualidade, tem algo a ver com essa dinâmica?

Dhiulliana Moura
CRP 01/15501

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vamos brincar?


Brincar é coisa séria! Assim acreditam diversos estudiosos da psicologia infantil. Melanie Klein, uma psicanalista austríaca que desenvolveu seu trabalho no início do século XX com crianças, foi uma das primeiras profissionais a realizar importantes descobertas acerca do funcionamento mental dos pequenos.
A experiência clínica de Klein revelou que a vida mental e emocional das crianças pequenas não é facilmente observada através dos arranjos de palavras e frases, como acontece com os adultos. Ou seja, os pequenos não têm ainda maturidade e nem manejo suficiente da linguagem para falar sobre seus medos ou vontades. É no mundo interior das crianças que estes receios e anseios têm lugar e é justamente por isso que o “brincar” se torna tão importante para o desenvolvimento infantil. Brincar é a maneira que os pequerruchos têm de organizar seu próprio universo, entender o mundo e apreender como as coisas acontecem dentro e fora de si.
Mas, você já percebeu como o “brincar” está cada vez mais difícil de ser ver nos dias de hoje? Desde cedo é preciso que os meninos e meninas estejam preparados para as exigências do mundo moderno: fazer um esporte, aprender informática, dar os primeiros arranhões no inglês ou espanhol. Tudo isso é também importante, mas brincar tem sido relegado a segundo plano.
Acredito que os pais devam pensar sobre esta questão e (re)aprender a brincar com seus filhos. Muitos papais e mamães dizem não ter tempo bastante para entreter-se com as crianças e podem até achar que se sujar com tinta guache, brincar de boneca ou montar um quebra-cabeça seja muito inadequado para um adulto. Mas acabam não se dando conta de que estas são atividades de extrema importância para uma criança e que a presença de um adulto nestes jogos torna-se elemento essencial para seu desenvolvimento social, psicológico e afetivo, além de ser extremamente saudável para a formação da personalidade da criança. E mais! Brincar com os pequenos também pode ser muito bom para os adultos: estimula a criatividade, alivia o estresse e reduz a ansiedade.

Então, vamos brincar?












 
Samantha Rodrigues

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Freud, Carl Rogers e o Zeitgeist

Queridos leitores e amigos, deixem sempre algum comentário para saber em que podemos melhorar!



 Gente, psicólogo, filósofo, antropólogo, historiador, sociólogo e teólogo amam fazer uma reflexão sobre o que vêm, ouvem e sentem. Pois é, e não podia ser diferente. Nos dias passados na América do Norte, ficamos a pensar que bicho estranho morde a cada um de nós, e me desculpem as exceções, que nos faz querer descontrolodamente ir aos parques da Disney, comprar varinha do Harry Potter, assistir quase que extasiados ao repetido desfile do Magic Kingdom, ir aos outlets, consumir e consumir de tudo que vem da China, Indonésia, Malásia. Explicaram-me que as grandes marcas dão a receita das confecções, sapatos, bolsas e acessórios, mas a mão de obra é...”escrava”. Psiu! Cuidado! Não digam que fui eu quem falou isso.

Essa reflexão não é nova, tem gente que já pensou, já falou e disse sobre tudo isso e mais um pouco. Freud, entre muitas outras coisas, disse que vivemos movidos pelo princípio do prazer e Carl Rogers disse que queremos sempre nos atualizar. Mas alguém perguntaria que tipo de prazer e  tendência ao desenvolvimento que leva  a desejarmos coisas em excesso e  tão efêmeras (ou não)?

Enquanto estávamos numa praça de alimentação, que poderia ser em qualquer shopping  do mundo, observávamos a nossa “alteridade” ou humanidade – adultos e crianças; pais e filhos -  fazendo escândalo porque “queria e queria” comprar determinados brinquedos, eletrônicos, perfumes ou roupas nas lojas de marcas famosas. E nos surpreendemos com a desculpa da “oportunidade” para comprarmos mais e mais bugigangas, apesar de alguns de nós termos nos programado para não comprar! Esquecíamos consciente ou inconscientemente que determinados produtos sairiam mais caros do que se fossem comprados no Brasil, por causa das taxas, excesso de cota, passagem de avião, hospedagem.

 Zeitgeist é um termo alemão e significa espírito da época ou espírito do tempo e até sinal dos tempos. Dito de outra forma, seria o clima intelectual mais o clima cultural  do mundo, numa determinada época. Uma dica: se quiser saber mais sobre o assunto, você pode pesquisar o termo no google.

Bem, feitos os devidos esclarecimentos sobre o termo, a questão é que o zeitgeist de nossa época - consumo desenfreado e globalização - têm criado um novo perfil psicológico que reflete nos relacionamentos um tipo de amor chamado de “amor líquido”, expressão do Zygmunt Bauman.

Esse será um dos nossos próximos temas. Aguarde!


Fique com uma foto da fila para adquirir a varinha do Harry Potter! Nada contra os aficionados por Harry Potter. Eu também tenho as minhas fixações e apreciações!


Ranúzia

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A FALTA necessária!

Amigos,
Quem nunca viu alguém tão preso a corresponder aos desejos de pai, mãe, tio ou educador, ou seja, o grande Outro? Segundo Lacan.
Quem nunca viu um homem “feito” ou mulher “madura” as volta para casa da mamãzinha ou qualquer outro “inha”(o), ao se deparar com um casual problema?
Calma aos inquietos que começam a achar que estou nomeando ruins essas relações, na verdade, a questão escapa ao conceito de boa ou ruim.
O que evoco aqui é um dos conceitos freudianos mais antigos, porém atual, Complexo de Édipo. E o que isso tem a ver? Tem tudo a ver.
É a partir das relações primárias que o sujeito se constitui. Em uma de minhas observações recentes pude perceber um homem que busca incessantemente a mãe em todas as mulheres que se relaciona, e pasmem, essa fala é recorte de um de seus discursos. Em outra observação percebi o quão é difícil lidar com a falicidade, a incompletude, o sujeito tampona toda FALTA, própria da constituição humana, com coisas, pessoas, poder, tudo isso, com o intuito de não sofrer. Como se isso fosse possível.
E então, cadê o tal complexo de Édipo? Pois é, ao buscar ser e oferecer tudo para o filho (simbiose), a mãe, ou função materna, bloqueia a entrada de um terceiro, ou seja, o social, a lei, o limite, a incompletude, a ausência, o desejo por outros que são externos ao contexto familiar.
E aí? Dar-se a sensação que se é tudo, que não se precisa de ninguém, que todos os "alguéns" são objetos (lê-se coisas), a serem usufruídos. E quanto à subjetividade e particularidade dos demais? Mas, o que é isso?! São questões que escapam às vivencias dos seres SUPER de nossa sociedade contemporânea.
O que fazer quando acontece o óbvio? Afinal, a vida é um mix de idas e vindas. Alguns voltam ao “seio” no intuito de completar, de ter o que é seu por direito, ou melhor, a felicidade e satisfação plena. Outros usam defesas e se apropriam de tampões, o importante é estar por cima sempre, sabem a estória do SUPER? Mas, ainda existem aqueles que vão e voltam e não saem do lugar, às vezes se desmoronam, contudo, continuam fixados na crença de que são os melhores, devem acertar sempre, sabem de tudo, os famosos filhos da perfeição. Como tais, correspondem aos que disseram laaaá atrás, “você é especial, você é tudo, ninguém é melhor que você, a vida lhe dará tudo o que quiser, estarei aqui sempre para ajudar”.
Porém, a vida segue seu curso natural, indo e vindo para todos, incondicionalmente.
Provavelmente na constituição de um SUPER, poucos “nãos” foram ditos! A família, na fantasia de adivinhar e realizar desejos, como se isso fosse a missão mais importante de ser mãe e pai, favoreceu uma constituição centrada no eu, pouca intersubjetividade. Enfim, basta olhar para o lado, nas telenovelas, no trabalho, em casa, são muitos exemplos de tal constituição.
Portanto, vale ressaltar: O pior é quando a FALTA, falta. E de acordo com o dito popular: “Não dá para ter tudo”. E não dá mesmo!

Dhiulliana Moura

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

2010 – Ser e Não Ser!

Amigos leitores do Compor Psicologia,

 
             Mais uma vez chegamos ao final de um ano e mais uma vez parece ser interessante uma avaliação sobre a vida, a nossa vida. Algumas vezes, ao mesmo tempo e em tempos diferentes, a vida se nos apresenta efêmera e eterna, triste e alegre, fértil e estéril, longa e curta, importante e insignificante; entediante e empolgante; verdadeira e mentirosa, saudável e doente; quieta e inquietante; iluminada e escurecida; planejada e desorganizada. Tudo isso junto e misturado, às vezes a vida confusa e explicada; por vezes plena de sentido e totalmente sem nexo; sofisticada e simples; amedrontada e ousada; terna e ríspida; elevada e chula.
 A visão de complementaridade da vida nos ajuda a ver muito dos matizes e formas do quadro da existência com figura e fundo em sintonia. Percebendo a vida nessa perspectiva dialética somos preservados de cair em um jogo perigoso e visões dissociadas, por exemplo, de que pessoas psicologicamente saudáveis e equilibradas são invulneráveis e invencíveis, e têm sempre idéias, projetos maravilhosos e muita gente bonita, feliz e elegante à sua volta. Por outro lado, e também de forma dissociada uma visão de que a redenção da vida somente se dá por meio do sofrimento. 
Para nós,  psicólogos do Compor Psicologias foi de tudo isso um pouco, e mais um pouco, ao mesmo tempo e em tempos diferentes. Especialmente, para mim, 2010 foi ano de despedida do meu pai que foi embora em abril, deixando muito sentimento e emoção em forma de poesias, abrindo novas percepções em mim. Hoje, quero compartilhar uma dessas poesias com vocês:
“Se estou sozinho/ me tenho com isso/ que em mim se paira o teu sumisso,/ essa mania de solidão./ Ser ou não ser,/ eis a questão. / Ser, não ser dúvida, contradição.../ Sem de mim ser, /  ou ser de ti./ Ou não.” Santamaro (Amaro Santos da Silva).

Que em 2011 vocês sejam pessoas mais plenas do que em 2010!

Abraços

Ranúzia

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Apresentação dos membros do Compor Psicologias

Ranúzia Inácio Santos,
formada pelo UniCEUB em Psicologia, mais de 600 horas de atendimento supervisionado clínico individual e de grupo; especializando-se  em Psicoterapia Humanista/Fenomenológico/Existencial;  participação no  XV Encontro Latino-Americano da Abordagem Centrada na Pessoa e em Colóquios Internacionais sobre Psicologia e Relações Humanas;  formada pela UNB em Ciências Contábeis e em Antropologia; MBA em Administração Estratégica de Sistemas de Informação pela FGV; membro atuante do CPPC há pelo menos três anos; atuou durante algum tempo no Projeto de Saúde Integral da parceria entre  a UnB e a IPBsB.
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Dhiulliana Moura,

psicóloga clínica  formada pelo UNICEUB. Experiência em atendimento a toxicômano, adolescentes e adultos.
Participante da Escola de psicanálise Lacaniana.
Especializando-se em psicanálise, construto teórico que embasa o processo terapêutico. Uma das propostas do trabalho é favorecer que o sujeito prescinda do desejo do Outro e construa seu próprio saber, ou seja, sua expansão de consciência.
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Samantha Rodrigues,


psicóloga formada pelo Centro Universitário de Brasília – Uniceub (CRP 01/15508).Possui vivência em psicologia social, realizando  atividades junto a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Atualmente exerce atividades relacionadas à psicologia do trabalho e psicodiagnóstico. Além disso realiza atendimento psicoterápico individual em abordagem humanista.


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Daniela Martins Cavalcante,


psicóloga pelo UniCEUB. Atuou na clínica do UniCEUB nas áreas de Psicoterapia Adolescente e Adulto. Realizou trabalhos na área de Psicologia social no abrigo Reencontro em Taguatinga-DF, atuando na construção de oficinas com vistas a promover a reabilitação da saúde psicossocial grupal e individual de crianças e adolescentes. Formação em perito examinador de trânsito e PMK (Psicodiagnóstico Miocinético).
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Mauro Bernardes Caixeta,


Psicólogo clínico formado pelo UniCEUB; dispõe de uma cadeira no grupo de estudos, PCPDF ( Psicologia Centrada na Pessoa do Distrito Federal ); e  está especializando-se em Psicoterapia Humanista/Fenomenológico/Existencial, em Belo Horizonte.